
Na ensolarada praia de Ipanema, domingo, nove de maio, cerca de 1.200 pessoas, entre elas o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (aquele do colete), participaram da chamada Marcha da Maconha. Para garantir a realização da marcha deste ano, os organizadores conseguiram, em abril, um hábeas corpus preventivo.
A Marcha da Maconha foi proibida em nove das dez cidades brasileiras que fariam parte do circuito de manifestações. Em todos os casos, os líderes repudiaram a decisão de tribunais regionais, que consideraram a marcha apologia ao uso de drogas ilícitas.
Segundo os manifestantes, o objetivo do ato visa chamar a atenção para a discussão de políticas de leis sobre drogas no país e estimular o diálogo em relação ao uso da planta, inclusive com fins lucrativos.
Sem dúvida, o destaque da marcha foi o ministro Minc, que chegando no Posto 9, foi logo avisando:
– Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso.
Carlos Minc em seu discurso deixou claro que não estava sozinho nessa causa. Citou o apoio dos ministros José Gomes Temporão (da Saúde), Tarso Genro (da Justiça), Juca Ferreira (da Cultura) e dos ex-ministros Gilberto Gil (Cultura) e Nilmário Miranda (Direitos Humanos).
O Houaiss define o termo “ministro” como “aquele que executa os desígnios de outrem; medianeiro, intermediário, executor”.
Pois é.
O Estado brasileiro tem diretrizes contrárias ao discurso de Minc. Sendo assim, sua postura não está alinhada com sua função frente ao ministério.
Tudo bem que é um cargo político instável, mas espera-se que enquanto é, abrace com garra o ministério e seja exemplar representante do governo.
Infelizmente temos aí um ministro que se preocupa em defender um verde e fumaça que prejudica tanto o meio ambiente como ambiente social. Se a marcha fosse para defender o verde amazônico e combate a queimadas, a adesão seria muito maior.
Além disso, até hoje inexistem estudos, sejam científicos ou sociológicos que comprovem os benefícios da maconha para a saúde, bem social, cultura ou direitos humanos. Além disso, o dia em que a maconha não der lucro para os traficantes, logo migrarão para outras modalidades de crime.
Do mesmo modo, há os pseudoministros do evangelho, que embora tenham trejeitos cristãos, buscam interesses próprios em detrimento da verdadeira fé cristã.
São os que Paulo classifica de inimigos de Cristo:
– Irmãos sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Pois muitos andam entre nós, dos quais repetidas vezes eu vos dizia a agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo: O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas (Fl 3.17-19).
O fiel ministro, seja do governo ou de Cristo não fala por si mesmo, mas alinhado ao seu dirigente. É o que Paulo diz a Timóteo, seu discipulo, ter sempre em mente:
– Expondo estas cousas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido (I Tm 4.6)