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Parece, mas não é

Na última semana, a mídia noticiou exaustivamente o caso do tumor maligno detectado na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Trata-se de um linfoma, câncer que ataca o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo.

De acordo com os médicos, o tumor de 25mm de diâmetro encontrava-se em estágio inicial, retirado com sucesso, mas, por precaução, a ministra passará por quimioterapia preventiva nos próximos quatro meses..

Dilma, como todos sabem, é a preferida de Lula para disputar a eleição presidencial de 2010. Sendo assim, até um “espirro” desperta atenção da mídia. A ministra está definitivamente engajada na empreitada, tanto que sempre aparece ao lado de Lula, principalmente em eventos inaugurais e assuntos relacionados ao PAC, principal projeto do Governo Lula.

Tanta exposição pede cuidados com a aparência física. Esse fator não passou despercebido pela ministra. Prova disso é que no inicio deste ano, Dilma reapareceu com cara rejuvenescida, sem aquele ar de cansada e brava. É que a ministra fez uma bioplastia de rejuvenescimento do rosto (procedimento semelhante a uma cirurgia plástica, mas menos invasiva) em uma clínica particular de Porto Alegre.

O antes e depois fica muito claro, pois as rugas de expressão na testa, nos cantos dos olhos e o bigode chinês foram suavizados com Botox, preenchedores e laseres de última geração.

Abandonou também o penteado estilo “armado” e adotou um cabelo repicado na frente, deixando uma mecha caindo sobre a testa, dando um ar “jovem” à ministra que tem 61 anos de idade.
Para completar, ela descartou os tradicionais óculos, trocando-os por lentes de contato. Suas roupas também são cuidadosamente escolhidas, valorizando seu novo “look”.

Como pré-candidata à Presidência da Republica, Dilma conhece o poder da aparência, beleza e charme.

A revista “Science” publicou recentemente um artigo em que pesquisadores monstram que eleitores atribuem capacidade e habilidades a candidatos só de olhar o rosto do candidato.
Depois, analisando racionalmente outras variáveis, podem mudar ou manter o julgamento inicial. Para quem não tem outras variáveis para analisar, o julgamento baseado na aparência alheia acaba sendo decisivo.

Diante desse fato, é compreensível que muitos candidatos coloquem Botox, façam plástica, implantem cabelo. Tudo para conquistar o lado emocional dos eleitores.

Na verdade, a preocupação com a aparência está em toda atividade humana. Vale tanto para o restaurante limpo e bem decorado como para o executivo que veste seu alinhado terno preto. Ambos vendem a idéia de qualidade, competência, excelência e autoridade.

A correspondência entre poder e aparência é conhecido desde os primórdios da humanidade. A Bíblia relata um desses casos. Quando Saul foi escolhido como primeiro rei de Israel logo caiu nas graças do povo. Ele se destacava pela sua altura, elegância e força. Era o homem certo para representar a nação judaica perante os perigosos vizinhos.
Saul começou bem, mas logo seu verdadeiro caráter veio a tona. A partir daí, sua carreira foi uma sucessão de erros e derrotas. Seu fim foi trágico e triste.

Então Samuel foi chamado por Deus para escolher o sucessor de Saul dentre os filhos de Jessé, que eram sete ao todo. Deus o advertiu para não julgar os candidatos com base na aparência. Ao que parece, eram todos bonitões.

Depois de apresentados, foi escolhido o caçula e franzino Davi (I Sm 16), que também era um belo jovem, mas o caráter integro e temente a Deus foram decisivos na escolha.

Assim, a aparência é, com certeza, um ótimo cartão de visitas, mas não podemos cair no erro de achar que tudo o que reluz é ouro.

Em nossa sociedade dependemos de muitas pessoas para viabilizar nossas vidas. Dependemos do prefeito, do governador, do presidente, do sindico, do médico, do professor, do advogado e assim por diante.

Está certo que é impossível conhecer profundamente qualquer pessoa, mas aqui vai a dica que Jesus deu e certamente nos ajudará muito toda vez que precisarmos da força de alguém:

“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito (Lc 16.10)”.

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