Balada boa com “bala-da-boa”

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), órgão do governo de São Paulo financia vários estudos científicos de pesquisadores promovendo a investigação, o intercâmbio e a divulgação da ciência e da tecnologia em São Paulo. Há, porém, projetos curiosos como o “Baladaboa”, que merecem avaliação mais criteriosa pelas autoridades por envolver valores morais, éticos e até mesmo a sua legalidade.
Trata-se de um projeto que utiliza a estratégia de saúde pública que tenta reduzir os danos à saúde decorrentes de práticas de risco com o uso de drogas. Já que sempre haverá pessoas adotando essas práticas, mesmo que ilegais, a idéia é que os males sejam pelo menos minimizados. É a chamada “Redução de Danos”.

O projeto “Baladaboa”, quem sabe inspirado em “bala-da-boa”, integra a pesquisa de pós-doutorado da psicóloga Stella Pereira de Almeida, orientada pela professora Maria Teresa Araújo Silva, do Instituto de Psicologia da USP. Um dos aspectos do projeto é a distribuição de flyers em festas com recomendações sobre o consumo do ecstasy e seus efeitos colaterais. Os folhetos têm a logomarca da Fapesp e o valor da bolsa concedida à bolsista é de R$ 4,2 mil mensais.
O leitor do flyer recebe, em alguns trechos, a seguintes dicas: “Cuidado quando for consumir ecstasy. Tome, a principio, meia dose. Depois de sentir os primeiros efeitos da “droga do amor”, decida se irá ou não ingerir a outra metade. Se você pretende consumir ecstasy, evite fazê-lo sozinho, tome líquidos não-alcoólicos sem exagero, vista roupas leves e descanse cada meia-hora, quando dança. Caso tenha sintomas de intoxicação, procure rapidamente auxílio médico e relate o que consumiu. Observe que portar drogas ilegais é crime, mas relatar o que as consumiu não é”.

A Redução de Danos vem sendo largamente aplicada à saúde. Sua forma mais conhecida é a distribuição de seringas descartáveis entre usuários de drogas injetáveis, como forma de impedir a disseminação de doenças como a aids e a hepatite C. O Ministério da Saúde também distribui camisinhas gratuitamente principalmente na época do Carnaval.

A abordagem baseada Redução de Danos é uma política social polêmica. Há pessoas que vêem nela incentivo a práticas de risco e ilegais, principalmente pelo modo como vem sendo aplicado. Nas últimas semanas, duas iniciativas semelhantes à da USP ganharam os noticiários após terem sido contestadas - uma envolvendo drogas e outra, o aborto.

Os organizadores da Parada Gay de São Paulo deste ano pretendiam distribuir cartilhas com dicas sobre como usar drogas. Para evitar a transmissão de doenças, recomendava-se não usar notas de dinheiro enroladas para cheirar cocaína - o indicado era utilizar canudos individuais - e não compartilhar cigarros de maconha. Os panfletos, com as marcas do Estado, da Prefeitura e do Ministério da Saúde, foram recolhidos dois dias antes pelos organizadores do evento.

Uma ONG de Campinas lançou um projeto na cidade para orientar mulheres interessadas em fazer aborto sobre os métodos existentes e seus riscos. Entre os tipos explicados, estava o uso do medicamento misoprostol, vendido como Cytotec e utilizado no tratamento de problemas gástricos. No final do mês passado, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a abertura de inquérito policial para apurar suposta apologia ao crime. O aborto, fora dois casos previstos, é ilegal no Brasil.

Essa política é estranha, pois sua prioridade, como o próprio nome diz, é reduzir os efeitos danosos causados pela droga, sem, contudo, incentivar a sua erradicação da vida do usuário. Procura-se um meio termo que lhe permita conviver com a droga. A droga é veneno, um doce-veneno, que propicia o drogado excitação, aceitação e ousadia perante pessoas ou pela sua “tribo”. Vive-se um amor bandido. A morte é uma possibilidade real, mas as complexas racionalizações elaboradas pela vítima, anestesiam sua percepção da realidade, de modo que ela nunca se sente suficientemente assustada para abandonar a prática.

Especialistas renomados em narcóticos vêem com reservas a condução desse trabalho na saúde publica. O professor Ronaldo Laranjeira, especialista em dependência química diz que “Pulamos várias etapas importantes na criação de uma política sobre uso de substâncias no Brasil. A maioria das políticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde não é seguida e tem uma grande resistência da parte do governo federal, pois são trabalhosas e necessitam de dinheiro e competência técnica.”

O Dr. David Uip disse: “Posso entender a implementação de programas de saúde pública, como o de redução de danos pelo consumo de drogas, se esta ocorrer de forma conseqüente. Isso quer dizer que, antes da aplicação desses programas em larga escala — seja na forma de cartilhas, folhetos, palestras, etc. —, é importante que eles sejam totalmente fundamentados em pesquisas científicas realizadas no País. Isso pressupõe que esses modelos sejam testados primeiramente com metodologia exemplar, em públicos específicos, e que se desdobrem em resultados qualitativos e quantitativos coerentes e amplamente discutidos na comunidade científica e na sociedade civil. Somente dessa forma é possível evitar o risco de que programas de redução como o proposto se revertem potencialmente em incentivo ao uso de drogas, o que, como se sabe, é inadmissível, porque ilegal e nefasto para a saúde”.

Como Jesus lidava com os males que afligiam as pessoas? A Bíblia narra que os cegos viam, os coxos andavam, os leprosos eram purificados, os surdos ouviam, os mortos eram ressuscitados e os pobres ganhavam esperança (Lc 7.22). A fé e a obediência em Cristo foram determinantes na cura e libertação desses males.
Jesus é a luz que contrasta com as trevas deste mundo. Quem anda com Jesus não pode viver ou agir em penumbra moral.
Ele disse: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno”.
Evidentemente o olho e a mão são apenas instrumentos que revelam as intenções do coração. Jesus quis dizer que tudo o que prejudica a saúde física, emocional ou espiritual do homem, deve ser cortado radicalmente.

Desta forma, a cura requer abandono total e imediato a tudo o que nos é prejudicial. Reduzir danos não passa de falácia que tem como resultado final a danação total do drogado, visto que isso é apenas parcelar a morte.

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