
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo (Hebreus 8:10)
O Ministério das Relações Exteriores de Israel protestou contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil prevista para o dia 06/05/2009 em Brasília (Ele não vem mais! A visita foi cancelada de última hora), convocando o embaixador brasileiro no país para dar esclarecimentos.
Dorit Shavit, que foi cônsul de Israel em São Paulo durante os anos 90, disse que o Brasil é um país que valoriza os princípios de democracia e respeito aos direitos humanos e, por isso mesmo, não deveria convidar uma “figura tão negativa" que nega o Holocausto, defende a destruição de Israel e desenvolve armas nucleares.
O Holocausto é uma mancha indelével na história da humanidade. De vez em quando aparecem figuras como Ahmadinejad, que negam esse fato.
Nos anos 80, Louis Darquier de Pelleoix, ex-Comissário Geral para Assuntos Judeus de Vichy, afirmou que o Holocausto jamais ocorrera e que não houve câmaras de gás homicidas em Auschwitz:
– Só piolhos foram gaseados em Auschwitz – declarou.
Seguiu-se a isso, Robert Faurissin, crítico literário francês, declarando no jornal socialista Le Matin:
– O nazismo está morto, inteiramente morto, e também o Führer. Hoje, só a verdade permanece. Ousemos proclamá-la: a não existência das câmaras de gás é boa noticia para a pobre humanidade.
Durante a guerra, os alemães tomaram precauções para ocultar os fatos ao mundo, usando eufemismos para o seu sistema de extermínio. Em vez de deportação, usava-se “reassentamento” ou “evacuação”. A senha para assassinato era “ação especial” ou “medidas especiais”. “Solução final” significava judeicídio.
A própria Europa evitou a questão da responsabilidade sob a ideologia do novo começo e do renascer sobre as cinzas, preferindo não se falar mais sobre assuntos passados. O que importava era a reestuturação sócio-política e econômica.
Campos de concentração como Belzec, Sobibór, Treblinka, Auschwitz e Majdanek, entre outros, eram verdadeiras máquinas da morte, equipados com câmaras de gás, crematórios e galpões de fuzilamento, onde fios de sangue corriam ininterruptamente para os ralos exalando odores insuportáveis.
Apesar das negativas, dados confiáveis mostram que, ao final da II Guerra, 80% da população judaica, ou seis milhões de judeus, estavam mortos por ação direta de Hitler e sua política de “solução final”.
Felizmente ainda há sobreviventes dos campos de concentração, espalhados mundo afora, que ainda podem testemunhar, a quem queira ouvir, as barbaridades cometidas pelos nazistas.
Arie Yaari é um deles. Sinto-me privilegiado de conhecê-lo pessoalmente e de ouvir de sua boca tudo que ele e sua família passaram durante a ocupação alemã na Polônia.
Ele nasceu na pequena cidade de Katowice, em 30 de julho de 1922. Seus pais e o irmão caçula foram mortos em Auschwitz.
Arie esteve em 11 campos nazistas, entre eles, Gross Rosen, Wisau, Brande, Blechhammer, Bunzlau e Gross-Sarne.
Sobreviveu por milagre e hoje mora em Taubaté-SP. Tudo isso agora pertence a um passado distante. Mas confessa que o fantasma da guerra ainda rouba seu sono em forma de pesadelos. Muitas lembranças ainda lhe são vívidas.
Seu livro “O Leão da Montanha” é um legado para nossa geração e também advertência de que o Holocausto pode se repetir caso não combatamos com veemência a intolerância, a segregação étnica e a falta de amor.
Mahmoud Ahmadinejad também não esconde seu ódio pelos Estados Unidos. Sem dúvida, uma das razoes é que os EUA protegem incondicionalmente Israel, pelo menos até a era Bush.
O presidente Barack Obama, ao que parece, é menos amigo de Israel e quer maior aproximação com os árabes, inclusive o Irã.
Bem, sabemos como é a política. Os EUA podem decepcionar Israel. Mas não o Deus de Israel.
Assim, o apóstolo Paulo relembra o amor de Deus pelo seu povo. É desse povo que nasceu Jesus, nosso Salvador.
Ele usa as palavras de Jeremias (Jr 31.31-34) para confortar os judeus e lhes dar tanto a certeza da proteção como da nova relação com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (vide v. acima).
Eles sobreviverão ao Apocalipse!