
Todo ano a revista especializada Forbes publica a lista dos homens mais ricos do planeta. Em 2008, Warren Buffett, Carlos Slim e Bill Gates lideram o ranking em escala mundial.
Aqui no Brasil também temos os nossos bilionários. Os três mais são: Antônio Ermírio de Moraes, presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim, o banqueiro Joseph Safra e Eike Batista, da EBX.
Pessoas assim têm muito mais do que precisam para viver. O dinheiro possibilita a realização da maioria das necessidades humanas, desde as mais básicas até o mais elevado, que é a necessidade de auto-realização, a satisfação de usar da melhor forma suas habilidades, superando os desafios.
As pessoas neste nível de necessidades gostam de resolver problemas, possuem um senso de moralidade e gostam de ajudar aos outros. Suprir esta necessidade equivale a atingir o mais alto potencial da pessoa.
Esse conceito de pirâmide das necessidades humanas foi idealizada por Abraham Maslow (1908-1970), considerado o pai do humanismo na psicologia.
É fácil supor que os bilionários sejam pessoas realizadas, afinal, são pouquíssimos os privilegiados que conseguem acumular mais de um bilhão de dólares e ter nas mãos o poder de fazer praticamente tudo o que vier à mente. Isso é muito sedutor!
Diariamente convivemos com pessoas lutando pelo sustento e não raras vezes com salário que mal dá para fechar as contas no final do mês. Então, sonham em algum dia ganhar na Mega Sena ou algum outro meio de aumentar a renda. Aí suspiram imaginando como seria bom se tivessem uma vida como algum desses bilionários, mesmo que fosse o último da lista.
Por incrível que pareça, o estudo feito por Paul Wachtel, professor de psicologia do City College e City Graduate Center de Nova York mostrou que o dinheiro exerce “um papel notavelmente pequeno” na verdadeira felicidade ou bem-estar de uma pessoa. O dinheiro pode ser um símbolo de sucesso, mas ele identifica a inveja e a ganância como os motivadores escondidos por trás do anseio por mais e mais dinheiro. “A busca pelo dinheiro e bens materiais como meta central da vida cobra um preço bem alto. A intimidade e a vida familiar são freqüentemente sacrificadas em nome do prover para a família", disse.
O medo de ficar pobre, a preocupação em querer não só ter, mas ter muito mais que o adversário, fecha o caminho para a felicidade de muitos super-ricos. O conselho que Wachtel dá é: "Se os 5% mais ricos trabalhassem dois terços do que trabalham, e ganhassem dois terços do que ganham, suas vidas seriam imensuravelmente mais ricas. O tempo, eles descobririam, é um bem muito mais valioso do que o dinheiro”.
O conselho que Wachtel dá aos bilionários tem fundamento. A felicidade não está naquilo que o dinheiro pode comprar, pois a felicidade é um estado do espírito e tudo o que é espiritual só pode ser preenchido com elementos espirituais. Aqueles que buscam a felicidade como um fim em si mesmo, jamais a encontram, pois ela é “efeito colateral” do amor a Deus e aos nossos semelhantes.
Essa verdade está expressa em Salmo 1.1-3, que diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.”
O salmista declara que o homem bem-aventurado (feliz) é aquele que experimenta muita satisfação em refletir e moldar sua vida segundo os princípios da Palavra de Deus.
Isso tem efeito imediato em todas as suas relações com as outras pessoas. O culto ao ego, desrespeito ao ser humano e indiferença ao Criador não faz parte do seu vocabulário. Antes sua vida se assemelha a uma árvore frondosa, que retira sua vitalidade da corrente de água (comunhão com o Senhor).
Assim como a beleza e a força da árvore é consequência da fonte a que ela está ligada, a felicidade só fluirá quando pararmos de olhar só para o nosso umbigo. Ao olhar para cima e para os lados, ou seja, para Deus e para os nossos semelhantes, veremos que há um belo céu a desvendar e um horizonte a caminhar. Isso com certeza mudará nossa visão. Nascer de novo é necessário, disse Jesus (Jo 3).