Para viver um grande amor

Ah! Como é lindo o amor! Amar e ser amado traz alegria aos apaixonados. O amor também faz a alegria dos comerciantes. Somos bombardeados por todos os lados com anúncios publicitários sugerindo as melhores opções de produtos e serviços para presentear a pessoa que amamos. Não há como deixar passar esse dia em branco. Assim gastamos, ou melhor, investimos na relação, quase que coagidos pelas propagandas.
Mas o mercado não lucra só com o amor que une os amantes. As separações também são ótima fonte de renda. O ramo imobiliário é prova disso. Quem se casa ou ajunta quer nova casa. Quem se separa também, pois isso significa se desfazer de um imóvel para adquirir outros dois, ou seja, uma única separação gera três novos negócios.
É comum recebermos clientes procurando apartamentos porque foram expulsos de casa pelas mulheres traídas. Outros bancam aluguéis para suas amantes. Esses tentam disfarçar, mas dá para desconfiar pelas informações evasivas que nos passam.

Recentemente um distinto senhor veio nos procurar. Ele sentou-se a minha frente e disse:
– Pois é, Sr Julio, vim ver o que preciso fazer para devolver o apartamento.
– Está bem, Sr. Joaquim, mas por qual motivo?
– Bem, eu tive um caso com minha secretária e minha mulher descobriu tudo. Ela não me perdoou e tive que sair de casa. Consegui emprestar o apartamento do meu amigo. É pequeno, mas serve.
– Entendo. Quando o senhor quer entregar o apartamento?
– Minha mulher foi morar com a filha em São Paulo. O apartamento já foi desocupado e deixei tudo em ordem. Aqui estão as chaves!
– Ok, Sr. Joaquim! Então vamos tratar de alugar para outro...

Senti-me triste por esse casal. Esse homem amável e prestativo é presidente de uma importante associação da cidade. Toda vez que vinha acertar o aluguel sentava-se a minha frente e batia papo ainda que por breves minutos. Infelizmente o casamento acabou quando um precisa mais do outro. Seus encontros familiares jamais serão os mesmos. Sempre haverá algum constrangimento.

O amor que ele experimentou foi como da maioria dos casais. É certo que Joaquim sentiu irresistível atração pela sua companheira de vida. No início ficou dias à espreita, admirando-a secretamente. Em encontros ocasionais talvez ele tenha sorrido para ela. Talvez ele tenha se munido de coragem e lhe tenha levado flores depois de terminado o trabalho. Tímido e acanhado, talvez tremesse ao entregar o presente, sem saber se ela o aceitaria. E ela usando o charme típico das mulheres, segura da sua graciosidade, comprazia-se em inquietá-lo. E o homem experimentava desse jeito, em seu coração, deliciosa angústia.

O carinho e atenção que ele lhe dispensava despertou seu coração. Convenceu-se da sinceridade do seu sentimento. Certa de ter encontrado o homem de sua vida, aceita suas flores e o seu amor.
Juntos fizeram planos e resolveram se casar. Talvez tenham preparado modesta recepção, pois antigamente tudo era mais difícil. Não faltou alegria e a torcida em coro desejando felicidades aos recém-casados. Nesse clima tão sublime e envolvente, choram de emoção e nesse momento nasce a certeza de que o amor que os une será eterno.
Arrumam o novo lar. Logo chegam os filhos, alegrando ainda mais a vida dos dois. Juntos enfrentam tempos difíceis, mas isso não importa, pois estavam confiantes que juntos iriam superar tudo. Assim os anos passam. Os filhos crescem e deixam a casa. O casamento resistiu a tantos desafios e finalmente chega a fase que poderiam curtir melhor a vida a dois. Quando tudo parecia caminhar para o “grand finale”, ocorre o desastre. Como teria sido estragada esta bela relação?

O Dia dos Namorados e o vislumbre de casais andando juntinhos de mãos dadas e trocando sorrisos, se encarregarão de fazê-lo lembrar que fez o mesmo com a ex-mulher. Ao passar pela floricultura se recordará das flores que lhe deu, da tremedeira, mas principalmente daquele sorriso encantador.
Quem sabe, nesse momento, entenda que “para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade – para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor (Vinicius de Moraes)” .

Agur, sábio de israel, diz que “há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela (Pv 30.18 e 19)”.
Os três primeiros se movimentam por determinação. A águia e a cobra perseguem suas presas para alimentar seus filhotes e o navio se dirige ao porto. Fazem isso porque é natural que seja assim.
Agora, não existe roteiro traçado para duas pessoas que caminham juntas. Os dois terão de imprimir cor, graça e sentido na relação amorosa. Precisarão também ter o mediador, que é Jesus porque...o amor é lindo posto que é chama, mas o difícil é mantê-lo aceso.

A PALAVRA DE DEUS

A IGREJA DE CRISTO

DEUS FALA PELA BÍBLIA

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