
Para Genoino, a manifestação do STF sobre o aborto pode ajudar a aprovar o projeto na Câmara, assim como ajudou no caso das células-tronco. "Vou obstruir a votação o máximo que puder, porque acho que o assunto ainda precisa de muito debate e porque a gente perde aqui", disse ele, referindo-se a votação na CCJ. "Existe uma onda conservadora, fundamentalista no Congresso. E o peso das religiões ainda é grande apesar de sermos um Estado laico", falou.(UOL,02/07/2008 -em 08/07/2008)
De acordo com o discurso do deputado, dá a entender que Estado laico e religião são incompatíveis. Se considerarmos que o Brasil é laico e, além disso, é democrático, a afirmação de Genoino é improcedente.
Ser laico ou leigo é ser independente da ordem eclesiástica, mas não adversário. No contexto democrático não se deve acentuar a diferença, mas a complementaridade. Isto porque a democracia não se estabelece apenas pelas eleições. É preciso contar com a força das instituições como sindicatos, associações de profissionais, organismos de direitos humanos, universidades e Igrejas.
Desta forma, a democracia ganha caráter mais cotidiano e dinâmico. O resultado é o crescimento da responsabilidade social dos cidadãos, como sujeitos da sociedade e co-construtores da historia comum.
Assim, é injusta a crítica do deputado quando se tem a honestidade de defender um valor protegido pelo direito com base numa visão de mundo não secular e se está aberto ao debate.
Obscurantismo é resultado da mordaça, não da fé.
Nesta reportagem, à semelhança de outras, ateísmo e cristianismo são confrontados como forças antagônicas em guerra pela razão.
De maneira geral pensadores ateus, inconformados com os crentes, denunciam a insensatez de se acreditar em Deus como Ser infinito, pessoal e amoroso; no entanto, apóiam a idéia de um deus cósmico.
Na verdade, o ateísmo não representa ameaça à fé cristã. Crer ou não crer num determinado fato, não muda a verdade. Por exemplo: muita gente não acredita que o homem já pisou na Lua. Porém, o fato é que em 1969, a missão Apolo 11 realizou tal façanha. É possível contestar isso, afinal, só temos informações, não houve testemunhas in loco exceto os astronautas.
O maior perigo à igreja são os que crêem em Deus, porém ególatras em forma de denominações pseudo-cristãs, líderes, teologias contextualizadas e aberrações proféticas. Estão na comunidade, não para unir, mas dispersar, o que os tornam piores que os ateus.
Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha (Mt 7.21-24)”.
Satanás é o mais crédulo de todas as criaturas de Deus, um “crente de carteirinha”. Viu Deus criando o mundo, os seres vivos e se deliciou com a queda do primeiro Adão, contudo odiou a salvação do pecador pelo Segundo Adão, Jesus crucificado.
Assim, a questão central é submissão à autoridade divina; os ateus podem vir a crer um dia pela graça redentora de Jesus.
“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem, e tremem. (Tg 2.19)”
A percepção de que o valor da vida humana está saindo pelo ralo da consciência não é exclusividade do cristianismo, embora Jesus tenha sido o maior defensor dos direitos naturais do homem.
Pensadores como Charles Melman, psicólogo e psicanalista, fundador da Association lacanienne internationale, não veriam com surpresa a recente decisão do STF. Em “O homem sem gravidade”, Melman diz que “o problema do prolongamento da existência, por exemplo, vai colocar questões que será preciso resolver (p.54). [...] Temos, efetivamente, a possibilidade de transformar, de modificar as leis como quisermos? Parece suficiente uma maioria parlamentar, um movimento popular, modas éticas para que interditos e limitem caiam – pois o direito deve seguir a evolução dos costumes – e possamos, na corrente das nossas aspirações, nos deixar ir buscar tranqüilamente essa satisfação (p.43)”.
Para ele, está próximo o dia em que idosos terão de aceitar a eutanásia abreviando o percurso socialmente oneroso e haverá base legal para isso. O progresso cobra economia, descarte do inútil, realização pessoal e social, impondo-se sobre a ética, princípios religiosos, ou o que quer que seja, sem freios, sem restrições.
O prenúncio dessa filosofia já era evidente no ensaio “A destruição da vida indigna de viver” (1920), cujos autores, o jurista Karl Binding e o neuropatologista Alfred Hoche, previam que “virá um novo período que, com base numa moralidade superior, deixará continuamente de aplicar as exigências de um conceito exagerado de humanidade e uma exagerada visão do valor da vida humana a grande custo.”
Hitler acolheu entusiasticamente essa idéia e a incluiu em Mein Kampf, levando à morte 6 milhões de judeus, 5 mil crianças deficientes, 70 mil idosos internos em asilos, todos indignos de viver, claro. O ministério da Saúde comemorou a economia de dinheiro para o Reich, 885 milhões de marcos.
Assim, se a vida não é inviolável, irrenunciável e inalienável e se seu direito não é um valor absoluto, o que impede que ela seja eliminada quando passa a ser incômoda a um Estado, a uma comunidade, a uma família ou a um indivíduo? A cultura da morte é realidade presente e o processo sempre começa pelas arestas da vida, ou seja, crianças e idosos, que nada têm a oferecer, senão despesas,cuidados, tempo,etc.
Vale a pena refletir no que Deus falou em Gn 11.6b “Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer”.
O ciclone Nargis atingiu, no começo de maio, a densamente habitada região do delta de Irrawaddy, deixando até 100 mil pessoas mortas ou desaparecidas e muitos sobreviventes desabrigados e sem comida.
A ajuda internacional tem chegado de forma muito limitada já que os generais que controlam Mianmar resistem aos pedidos para que abram as fronteiras a funcionários de entidades estrangeiras de ajuda e a suas operações e seus equipamentos. (14/05/2008 - Reuters)
A mídia está relatando seguidos desastres naturais provocando milhares de mortes em todo mundo. Na semana passada o ciclone em Mianmar levou cem mil vidas. Agora é o terremoto na China (Chongqing), que enterrou noventa mil pessoas.
Nessa hora é provável que, tanto vítimas como observadores, questionem a justiça e o amor de Deus, que permite tais calamidades, destruindo os sonhos de pessoas inocentes.
Destacados pensadores se debruçaram sobre esse tema buscando respostas. C.S.Lewis, autor de “As crônicas de Nárnia”, afirmou que “nem mesmo a Onipotência poderia criar uma sociedade de almas livres sem ao mesmo tempo criar uma Natureza relativamente independente e inexorável... é exatamente o que temos – algo neutro, estável e possuindo uma natureza própria fixa”. Para ele, o exercício da responsabilidade e liberdade humanas pressupõe certo distanciamento divino cuja intervenção somente a Ele cabe decidir.
Na verdade, a Bíblia mantém certo mistério em se tratando da origem do mal, quer seja “natural” ou “moral”. Embora em cada página faça referência ao pecado e ao sofrimento, seu interesse se prende mais em ajudar-nos a vencer o mal do que em explicá-lo.
Só é possível ajudar alguém em apuros, se o ajudante estender a mão se envolvendo com o sofrimento alheio. É exatamente isso que os evangelhos anunciam. Deus na cruz, retorcido, torturado, perfurado, ensangüentado, imobilizado, injustiçado, rejeitado, humilhado e finalmente morto.
Ele desceu se tornando igual a nós, passando pelas mesmas coisas que passamos. Mas Ele fez muito mais. Na cruz morreu quitando nossos pecados cuja penalidade era a morte eterna. Ressurreto, venceu o mal, dando-nos libertação (aos que crêem). O que Ele começou, terminará no dia determinado. Seremos totalmente reabilitados.
Esse fato demole a caricatura de Deus como aquele velhinho barbudo entre as nuvens, contemplando passivamente o que acontece na terra. Jesus é “Emanuel”, ou seja, Deus conosco.
Assim, não adoramos um Deus imune a dor; não temos a promessa de passar a vida ilesos ao sofrimento. Mas temos a certeza de que Ele estará conosco em todo sofrimento e dor. Lembremos de Romanos 8.37-39: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”
"Eu queria dizer para vocês [espectadores] que nossa fé em Deus é inabalável. Eu quero que ele mostre para as pessoas essa pessoa que fez essa crueldade com a minha filha", afirmou Nardoni. "É o que eu peço todas as noites para Deus, que apareça o culpado", disse Jatobá. O casal falou com voz embargada e chorou em diversos momentos da entrevista. (Folha, 20/04/08, em 01/05/08)
O juiz Maurício Fossen e o promotor Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, analisam neste feriado prolongado do Dia do trabalho, as 1.200 páginas do inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni. O promotor deve oferecer denúncia contra o casal, concordando com as conclusões da Polícia Civil e acusará de homicídio qualificado o pai e a madrasta da menina assassinada.
Permanece, por enquanto, incógnito o autor desse horrendo crime que chocou a todos pela brutalidade, frieza e desprezo pela vida humana, especialmente porque a vítima era uma criança de apenas cinco anos.
O sentimento de indignação brota simplesmente porque temos a consciência da importância da vida e necessidade de preservá-la em todas as fases da sua existência.
Os cristãos acreditam no valor intrínseco da vida humana, que é dotada de faculdades únicas – a racional, a moral e a criativa – o que nos torna parecidos com Deus e diferentes dos animais. E Deus, em Jesus, mostrou seu amor pelas crianças abençoando-as, chamando-as para perto de si, usando-as como exemplo de pureza, humildade e cidadãos do Reino.
Quando os seres humanos são valorizados tudo muda: mulheres e crianças são respeitadas; os doentes não ficam na fila desde a madrugada aguardando atendimento médico; os idosos não são maltratados e esquecidos nos asilos; os condenados são reabilitados à sociedade; os excluídos da sociedade são protegidos e os trabalhadores recebem um salário que lhes permitem ter vida digna.
O Programa Bolsa Família (PBF) é uma política social de transferência direta de renda condicionada, instituído pelo Governo Federal em 2003, para promover alivio imediato da extrema pobreza, quebrar o ciclo da miséria e investir no capital humano com educação e saúde.
Em seus discursos, Lula costuma se colocar como o pai da criança e não perde a oportunidade de alfinetar a oposição que, segundo ele, critica o programa como assistencialista e esmola.
Seria justa a comparação quando Lula afirma que o PBF funciona como a multiplicação de pães? Lula e Jesus teriam as mesmas expectativas ao ajudar pessoas famintas?
Em primeiro lugar, começaremos concordando com Lula. O milagre da multiplicação atendeu a necessidade imediata do povo pobre, que estava longe de casa e havia o perigo de sucumbir no caminho de volta. Nesse momento, Jesus movido de compaixão, instrui seus discípulos para dividir a multidão em grupos de cinqüenta pessoas. Tendo dado graças a Deus, passou a repartir o alimento, atendendo a todos.
Em segundo, a comparação não subsiste se confrontado ao caráter, finalidade e resultado do milagre. A multiplicação cujo caráter foi a manifestação do poder divino, alimentou milhares de pessoas. O ato de Jesus cumpriu finalidade dupla: provar a providência divina e ensinar que Jesus é o pão que desceu do céu.
A multidão quis aclamá-lo rei ao ver o milagre. Mas Jesus recusa dizendo: “vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo (Jo 6.26-27)”. Dito isso, muitos o abandonaram, deixando de seguí-lo.
A conclusão que a gente tira disso é que dar pão ao povo gera popularidade suficiente para fazer um rei ou um presidente. Mas quando se trata do pão da vida e justiça, poucos se dispõem a recebê-lo, porque isso não mexe com o estômago, mas com a vida íntima.
Certa ocasião Jesus contou aos que o ouviam a seguinte parábola: “O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus (Lc 12.16-21).
Jesus adverte sobre o perigo da inversão de valores.Para o rico, a riqueza era garantia de futuro tranqüilo, como se isso fosse tudo na vida. Podemos ter dez carros na garagem, casa de praia e campo, milhões de reais em conta bancária. No entanto, não devemos esquecer que a vida é uma só, frágil, imprevisivel e efêmera. Se perdê-la, nada mais terá importância.
Levando em consideração a parábola, dizer: “sou o mais...” pode ser precipitado, visto que ninguém “é” no sentido de ter ou ser algo de modo perene e inalienável. Então, melhor seria dizer: “Estou o homem mais rico do Brasil”, porque “estar” é ser em um dado momento.
É claro no cotidiano usamos o verbo “ser” no lugar de “estar”, mas nunca esquecer que quando somos ricos para com Deus, verdadeiramente “somos ricos”.
Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das dracmas, e perguntaram: Não paga o vosso mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra os impostos, ou tributos? Dos seus filhos, ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos. Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter; toma-o, e entrega-lhes por mim e por ti (Mt 17.24-27).
Jesus sendo o Filho de Deus, estava na casa (templo) de seu Pai. Portanto, não precisaria pagar para entrar. Ao argumentar com Pedro, muito provavelmente pensava em Roma, que oprimia os povos vencidos com pesada carga tributária, inclusive indenizações de guerras. Em 167 a.C., o império se tornou tão rico, à custa dos povos conquistados, que suspendeu a cobrança de impostos sobre seus cidadãos. Além disso, distribuía pão e outros produtos gratuitamente na cidade como forma de partilhar a riqueza.
Hoje o expansionismo territorial deu lugar ao econômico. São as multinacionais que invadem países buscando oportunidades e levando seus produtos. Na política interna, o governo capacita o povo com educação, fomenta empregos e atrai investimentos estrangeiros. Isso permite pulverizar a carga tributária e ao mesmo tempo elevar a arrecadação, sem que os gastos do governo pesem tanto aos contribuintes.
O governo romano sendo tão agressivo e cruel em relação aos povos dominados, sabia ser generoso aos seus cidadãos. Prova disso é que o objeto do desejo de qualquer estrangeiro era obter o título de cidadania romana.
Nesse ponto, Roma tratava melhor seu povo que o governo brasileiro. Estamos afogando no mar das siglas tributárias. Temos, por exemplo, o Ipva, Csll, Iof, Icms, Itbi, Itcd, Ipi, Cofins, Iptu,Iss, etc. Além disso o governo trabalha nos bastidores para recriar a CPMF, pressionando congressistas com a contenção de verbas.
Jesus disse que no mundo, cada país defende seus interesses às custas dos outros. César “puxava a sardinha" para o seu império, pisando outros. Então, onde está a lógica daqui? Se o primeiro obedece a lógica mundana, o segundo segue a lógica de que mundo?
Senadores e Deputados fazem leis que regulam o funcionamento da sociedade. Grandes questões da atualidade como a violência e a corrupção exigem soluções para minimizar o sofrimento das vitimas e punir os culpados. Mas, o maior desafio, como é sabido, não é a criação de novas leis (temos em excesso), mas sim a correta aplicação delas.
É o que aconteceu com uma mulher que em 2003 tentou furtar um frasco de desodorante no valor de R$ 9,70. Os empregados do estabelecimento perceberam a tempo e conseguiram recuperar o objeto, porém, ela foi condenada pela prática dos crimes de furto e tentativa que prevê reclusão de um a quatro anos de reclusão e multa.
A Defensoria Pública pediu o hábeas corpus em defesa da acusada argumentando a excepcionalidade do caso, dado o irrisório valor do bem, assim como a simplicidade do fato. O acórdão da 13ª Câmara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) deu parcial provimento à apelação interposta pela defesa, somente para reduzir a pena, mantendo as razões da sentença condenatória, afastando a possibilidade de aplicação do princípio da insignificância. Inconformada com o entendimento do TJ-SP, a Defensoria Pública recorreu ao STJ, requerendo o reconhecimento do constrangimento ilegal decorrido da condenação da ré.
Sem dúvida essa mulher sofreu pela má aplicação da lei. Renan beneficiou-se pela falta dela. Aliados e governo fizeram de conta que o senador é inocente a despeito das provas em contrário.
Evidentemente a justiça é manipulável de acordo com os interesses envolvidos. Pedro Simon disse que “neste país só vai para a cadeia o ladrão de galinha. Não tem ministro, parlamentar ou empresário que vá para a cadeia”.
Todos sabiam que Renam seria absolvido porque o governo precisa desesperadamente que os parlamentares aprovem a CPMF. Para isso, senadores ligados ao governo foram orientados a votar pela absolvição de Renam. Em troca, aliados do senador votariam a favor da prorrogação da CPMF.
Concluindo, deixamos aqui duas palavras extraídas de Provérbios:
1) Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça (16:8).
Todo ganho que vem do nosso esforço e trabalho é melhor, mesmo que pouco, porque honra e sono tranqüilo não se compram.
2) Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira (29:2)
A despeito da flagrante corrupção, devemos lutar para que a justiça prevaleça, diminuindo a desigualdade social e tornando o Brasil um lugar melhor de se viver.
Ter mais consciência na hora escolher o seu candidato ao Senado seria bom começo.
Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morreu em combate defendendo sua comunidade e povo. Os quilombos representavam a resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. E ele lutou até a morte por esses ideais.
A cultura afro-brasileira, cuja celebração objetiva conscientização e reflexão, tornou-se disciplina obrigatória nas escolas. Espaços culturais e em outros locais também promovem eventos abordando o tema.
Qualquer que seja a política para a integração racial a ser desenvolvida, deve garantir que as minorias raciais tenham direitos e respeitos iguais. Deus criou a humanidade a partir de Adão e Eva e por isso afirmamos a unidade da raça humana.
É claro que a cor é apenas um dentre tantos motivos de segregação. A essência do problema não é a cor, mas a natureza humana, porque “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto (Jr 17.9)”. Jesus mostrou essa realidade afirmando que “o homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca (Lc 6:45)”.
Para mostrar como romper as barreiras raciais e nacionais, Jesus contou a parábola do Bom Samaritano. Ele fez pelo judeu o que um judeu jamais sonharia em fazer por um samaritano. Leia Lucas 10.25-37
"O governador do Rio falou do aborto, falou que a Rocinha é fábrica de marginais e recusou-se a receber representante da ONU que está em visita ao Brasil. Acho que ele deveria inaugurar uma estátua de Hitler em praça pública, porque está havendo uma grande coincidência entre sua política de saneamento e de repressão ao narcotráfico com aquilo que fez o III Reich", disse. (Diário do Nordeste, 12/11/2007)
Na Bíblia encontramos vários exemplos de governantes que usaram esse recurso (eliminar crianças) como forma de prevenir ameaças ao poder vigente, além é claro, de demonstrar profundo ódio por suas vítimas.
O primeiro da lista em ordem cronológica é o próprio diabo (a antiga serpente), o inimigo dos descendentes de Eva. Ele odeia as crianças, pois elas sabem adorar a Deus com pureza: “da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor (Mt 21.16)”.
O segundo foi faraó, que para minar o crescimento populacional dos hebreus (Ex 1), mandou matar os recém-nascidos. Mas o tiro saiu pela culatra. Não percebeu que o libertador dos judeus (Moisés) crescia sob seu nariz.
O terceiro foi Hamã, que convenceu Assuero, o rei persa, decretar a dizimação de todos os judeus, moços, velhos, crianças e mulheres, em um só dia (Et 3.13)”. No final, Hamã morre na forca que armou para seu inimigo e o povo comemora até hoje a libertação na Festa do Purim.
O quarto foi Herodes. Essa raposa sabia que em Belém havia nascido o Rei dos reis. Mandou que todas os meninos de idade até dois anos fossem executados (Mt 2.16).
Jesus amava as crianças e tinha prazer em abençoá-los impondo-lhes a mão. Ele disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus (Lc18.16)”.
O escritor Mario Quintana (1906-1994) disse que o aborto não é, como dizem, um assassinato. É um roubo. Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-lhes este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo! O aborto é o roubo infinito.
Assim, o Sr. Cabral parece acreditar no ditado “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. Roubando agora a vida dos “marginais do futuro” será reconhecido na posteridade. E quem sabe terá a estátua como sugeriu Frei Betto. Toda estátua tem a pose que caracteriza o homenageado. Será a pose de Hitler? "Heil, Cabritler!”.
As substâncias tóxicas e cancerígenas (soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal, açúcar, água e soro) acrescentadas, em média 10%, no leite longa vida integral eram usadas para baixar o PH do leite para não azedar e, assim, aumentar a validade do produto. Os consumidores mais afetados são os diabéticos, os que sofrem de gastrite e as crianças, pois elas são as que mais tomam leite integral.
Os empresários ganhavam duplamente, ou seja, no volume e no tempo para comercialização. Nada justifica tais práticas, pondo em risco a saúde de milhões de pessoas. A sede desenfreada pelo lucro, cega as pessoas para as coisas mais importantes da vida.
O apóstolo Paulo disse que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males (I Tm 6.10)”. Os que querem ficar ricos a todo custo, caem em armadilhas e delírios perigosos, cujo fim é a ruína e a desgraça.
Ele chama as pessoas à sensatez lembrando que “nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”. Sendo assim, “tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”.
Ele mesmo deu o exemplo do ganho lícito dizendo: “nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós (2 Ts 3:8)”.
O bom trabalho é aquele que resulta da promoção do bem-estar das pessoas, da satisfação dos clientes, do preço justo e do contínuo aprimoramento do serviço.
A revista faz comentário do livro “Manual do Hedonismo” de M. Flocker, mostrando que ninguém é de ferro; é preciso se desligar aproveitando as boas coisas da vida. De acordo com ele, os americanos cuja cultura é fundamentada no protestantismo, não conseguem desacelerar e usufruir o que a vida tem de bom. A Bíblia nos ensina que a vida deve ser bem vivida, não desperdiçada. Agora, viver bem não deve ser confundido com viver sem regras.
Jesus disse: E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam (Mt 6.28). O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado (Mc 2.27)
Salomão disse: Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade (Ec 11.10)
Finalmente, viver sem considerar o fim é loucura. Jesus cita o exemplo do homem que disse a si mesmo: “tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te”. Então Deus lhe disse: “louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”.
Jesus disse: “E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir. E, se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir; antes tem fim (Mc 3.24-25)”.
Jesus libertava os atormentados por espíritos malignos, usando sua autoridade como Filho de Deus. Os fariseus o acusavam de expulsar demônios pelo poder satânico. Ele rebate esse argumento, afirmando que nenhum reino pode subsistir se os compatriotas não se entenderem. No inferno existe coesão, porém, mantida pela força e medo, mas, o reino de Deus, pelo amor, verdade e justiça.
Cristo também fez analogia da casa. Vejamos uma família típica onde o pai trabalha fora, a mãe cuida da casa e os filhos estudam. Todos cumprem fielmente suas responsabilidades, colaborando para o bem comum. A casa vai pra frente.
Agora, se o pai passa no bar para tomar umas, queima o dinheiro com mulheres e jogos de azar, bate na esposa, grita com as crianças e ainda chuta o cachorro, o lar é abalado. A mulher fica desmotivada e o futuro das crianças, comprometido.
Huguette Labelle, presidente dessa entidade, disse que “a corrupção produz pobreza, semeia a violência e desestabiliza dramaticamente os países”. O Brasil está pendendo para essa situação. Nossos governantes dão maus exemplos, recursos são mal aplicados e oportunidades são desperdiçadas. O povo é iludido com planos que impressionam pelas siglas, mas não saem do papel e nem das promessas. O setor privado e a sociedade civil também têm parte da culpa, pois recorrem a subornos em seus negócios com o Estado.
Apesar da nota ruim podemos melhorar. Não precisamos de um regime tipo “infernal” para manter a ordem na casa. Vivemos sob regime democrático, que pressupõe a inclusão do povo no processo decisório, a legitimidade do exercício do poder e a garantia dos direitos humanos. São os mesmos princípios que regem o bom funcionamento do lar.
Os países que lideram a lista tiveram em sua história a perspectiva cristã da vida pública.
Atentemos às palavras de Robert Schuman (1886-1963), o “pai da Europa”: “A democracia é, pois, ligada ao cristianismo tanto doutrinária como cronologicamente... O cristianismo levou a dignidade ao trabalho ao ser reconhecida e à obrigação de todas as pessoas se submeterem a essa dignidade. Ele reconhece o primado dos valores interiores, os quais somente enobrecem o homem. A lei universal do amor e da caridade faz de cada homem nosso próximo. Nessa lei se baseiam as relações sociais do cristão no mundo”.
“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme (Pv 29.2)”
Conforme o jornal, o senador Renan Calheiros foi absolvido por 40 votos contra 35. Quando os senadores cogitaram em pedir a renuncia do presidente, considerando a paralisação dos trabalhos e o descrédito popular que paira sobre a casa, Renan disse: "Se quiserem minha cadeira, vão ter que sujar as mãos. Vão ter que dizer ao Brasil e ao mundo por que querem minha cadeira. Não vão me tirar fazendo cara feia".
“Nunca na história desse país” (como Lula costuma dizer) se viu uma coisa dessas. Embora a Constituição garanta, sessão e a votação não deveriam ser secretas em função da gravidade das denúncias. Várias entidades civis protestaram. O povo foi impedido de receber a devida prestação de contas de seus representantes legitimamente eleitos.
Essa manobra esconde grave problema. Os senadores podem ter votado a favor da absolvição por medo de represálias e “rabo preso”, abrindo mão da verdade e da justiça. Quem está mentindo? 43 senadores dizem ter apoiado a cassação. O povo brasileiro foi o grande perdedor nesse processo todo.
A Bíblia mostra que quando há justiça, o povo se alegra. Alegria gera vontade de viver, de trabalhar e de sonhar. Quando reina a corrupção, o povo geme de fato, pois suas esperanças entram pelo ralo. O resultado disso é a perpetuação dessa ciranda perversa de corrupção, pobreza e morte.
Estevam e Sônia foram presos em 9 de janeiro quando entravam nos EUA com US$ 56,467 mil escondidos em uma bolsa, na capa de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil.
Hernandes pede aos fiéis que ajudem a manter a igreja (não fala em dízimo ou doações), compara o processo judicial nos EUA com a perseguição a Jesus Cristo, sugere que sua prisão fará aumentar o número de seguidores da Renascer, tal como aconteceu com os primeiros cristãos depois da prisão de São Paulo, e repete que deixou a carreira de executivo de sucesso, a pedido de Deus, para fundar uma igreja.” (20/08/07)
O apóstolo Pedro consolou os cristãos que sofriam violentas perseguições promovidas pelos inimigos de Cristo. Eles iam para a cadeia porque anunciavam a todos que Jesus é o Senhor, o Rei dos reis e o único Salvador a quem todas as criaturas deverão prestar contas. A esses ele disse: “Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte (I Pe 4.14-16).
Tendo em vista as palavras de Pedro, o “apóstolo” Hernandes mais uma vez desonra Jesus. A condenação do casal pela justiça americana se deu, como foi constatado, por motivos bem menos nobres. A advertência de Pedro é bastante apropriada para aqueles que usam inadequadamente o Nome e a Palavra de Jesus. Isso nos faz lembrar o que Jesus disse: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Mateus 7.15”
As freqüentes filas e atrasos nos aeroportos brasileiros têm gerado muito nervosismo e reclamações entre os turistas. Cenas de pessoas dormindo nos saguões sem ao menos saber quando poderão embarcar virou rotina.
A ministra, sexóloga, sugere que os turistas relaxem e gozem por antecipação pensando no prazer que a viagem vai proporcionar. A analogia entre sexo e turismo foi infeliz, pois a reação está mais para chilique do que para orgasmo. A ministra reconheceu a gafe e se desculpou diante dos protestos.
A comparação é absurda tendo em vista o caos provocado pelo apagão aéreo, mas ninguém pode negar a forte conexão entre sexo e turismo.
Durante décadas o governo associava a imagem do Brasil a mulheres semi-nuas, receptivas e sensuais nas propagandas oficiais. Essa estratégia foi abandonada em 2000, mas o estrago já estava consumado. O país ficou conhecido como o paraíso do sexo, podendo em breve se tornar o campeão mundial do turismo sexual desbancando a Tailândia.
Como aqui a prostituição não é crime, os estrangeiros se sentem à vontade para transar com brasileiras. O problema é que, no rastro do sexo pago, forma-se um esquema que movimenta o tráfico de drogas e de mulheres, a falsificação de documentos e, pior, a exploração sexual de crianças e adolescentes. Essas meninas sonham (iludidas) em se casar e morar no exterior, longe da fome e da pobreza.
O turista que chega em busca de sexo não volta com paz na alma, pois sua satisfação se baseia na exploração sexual do ser humano. O verdadeiro sexo está associado a fatores como responsabilidade, respeito, reciprocidade afetiva, emocional e espiritual dos parceiros. Aqueles que buscam no sexo um fim em si mesmo caem no erro.
“Acaso, não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem (Pv 14:22)”.
O pobre homem morreu na mais rica avenida do país. Talvez uma figura conhecida por abordar pedestres engravatados e motoristas dirigindo carrões. Jesus também falou de Lázaro, o mendigo que se alimentava catando as sobras deixadas pelo rico. Ambos morrem no mesmo dia e são transportados para uma estranha dimensão. Lá eles ganham o que mais desejaram em vida. Lázaro ganha a companhia eterna de Deus e o rico, a ausência. Ele percebe que a vida no mundo físico determina o destino das pessoas após a morte. Era muito rico em bens materiais, mas pobre para com Deus. Jesus relata o seguinte diálogo entre o Senhor (Abraão) e o rico, que está em Lucas 16.25-31:
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”
Jesus disse que mortos não se comunicam com os vivos nem reencarnam. A Bíblia é a Palavra de Deus revelada para o homem. Ela diz que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)”. Ele veio pessoalmente para nos mostrar o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Por isso ele é chamado de Salvador e Senhor.
Segundo Dória, a quadrilha se aproximou do desembargador, há cerca de um ano e meio, por meio do procurador da Fazenda César Palmieri e do genro de Carreira Alvim, o advogado Silvério Nery Cabral Júnior, que cobraria "altos honorários de casas de bingo" pelas decisões do sogro. Carreira Alvim concedeu liminar em 2006 liberando 900 caça-níqueis.
Já Evandro da Fonseca, advogado suspeito de atuar na quadrilha, diz que foi feita arrecadação entre casas de bingo de R$ 500 mil para a compra das sentenças. Ele disse ter ficado sabendo que o genro de Carreira Alvim recebeu um carro Mercedes-Benz como pagamento e que o procurador João Sérgio Leal Pereira prestava "assessoria" à organização em troca de R$ 5.000 mensais. (Folha de S.P, 24/04/07)
A venda de sentenças não é coisa nova. Isso já acontecia há 2.700 anos, em Israel. O profeta Miquéias denunciou o malicioso esquema. Vejamos alguns versículos:
a) Cobiçam campos, e roubam-nos, cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança. (2.2).
b) Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro (3.11).
c) Os seus ricos estão cheios de violência, e os seus habitantes falam mentiras e a sua língua é enganosa na sua boca (6.12).
d) As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal (7.3).
Isso trouxe conseqüências desastrosas na sociedade daquela época:
a) Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede (7.2)
b) Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca (7.5)
c) Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa (7.6)
O que mais entristecia Miquéias era que parte da liderança religiosa, os “pastores” da época, entraram na rota da decadência moral. Apesar disso, Deus continuou levantando homens fiéis que denunciavam a corrupção e apontavam o caminho da verdade.
Hoje, esse papel cabe aos cristãos, a nova sociedade em Cristo. Jesus quer que sejamos o sal do mundo (Mt 5.13).
O sal dá o sabor à comida. Além disso, conserva os alimentos, impedindo o seu apodrecimento.
Na época do ciclo do ouro na História do Brasil Colonial (século XVIII), o sal teve papel fundamental. Era usado na produção da carne-de-sol, destinado a alimentação dos escravos e exploradores de minas - nas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Temos uma missão a cumprir. Intervir na podridão da sociedade. É importante a ação dos cristãos em todos os setores da vida nacional. Agora, se o sal perde a sua função, a coisa fica “preta”. Para nada mais serve senão ser jogado fora para ser pisado pelos homens (Mt 5.13).
Em resposta aos que gritavam "sim à vida, não ao aborto", quando o ministro deixava o local do evento, Temporão ressaltou que "esse é um governo que defende a vida, mas defende também o direito de as pessoas poderem se posicionar com consciência clara sobre questões importantes da saúde, da vida e da morte". No próximo dia 20, no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, médicos e pesquisadores vão discutir o momento em que começa a vida. Segundo o ministro, esse debate está sendo feito em relação ao uso de células-tronco para pesquisa e terapia, mas tem profunda relação com a discussão do aborto. (Jornal O Povo, 10/04/07)
O ministro da Saúde enfrentou a manifestação dos Integrantes do Movimento em Defesa da Vida. O protesto ocorreu durante o lançamento, em Fortaleza, do Dia Mundial da Saúde no último dia 10. O protesto é reação ao projeto já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que autoriza a realização do plebiscito, que deve ser votado no plenário do Senado e da Câmara. O plebiscito visa ouvir a opinião da população sobre a legalização do aborto no país.
De acordo com a Bíblia, embora tenhamos nascido da mulher, somos uma nova vida. Independentes. Precisamos de nossas mães para dela receber o ambiente e os alimentos apropriados para o nosso desenvolvimento. Depois de nove meses, estamos prontos para sair daquele lugar gostoso e quentinho. Apesar disso, creio que nenhum de nós sente que é propriedade ou extensão física da mamãe, certo? O contrário também é verdadeiro. Crescemos como corpo estranho dentro dela. O que nos liga a relação de amor, respeito e gratidão por ter propiciado nossa vinda ao mundo. Sendo assim, pode a mãe deliberar sobre o que não é seu?
Quando começa uma vida? O Dr. Drauzio Varella defende o aborto até o terceiro mês porque até aí não há atividade cerebral. Outros dizem que o feto é ser humano quando seu coração começa a bater. Bem, esse debate é interminável.
O que a Bíblia diz é somos muito importantes. Nossa existência começa na insondável mente de Deus, quando ainda éramos massa informe. Difícil acreditar? Para Deus, nada é impossível. Não me refiro à idéia panteísta, mas sim a criação pelo Criador.
Se Deus veio à terra para dar sua vida para que pudéssemos viver, é porque somos muito especiais para ele. Então, a avaliação do valor da vida é externo a nós. Quem não reconhece isso, jamais dará o devido valor a seus semelhantes, quanto mais ao embrião. Aliás, a palavra feto como é usada, desqualifica o ser humano. O feto tem todo potencial para vir a ser uma criança alegre e feliz. Isto se a mãe não achar que a felicidade dela naquele momento, significa abortar.
Emídio S. F. Brasileiro e Marislei S.E.Brasileiro, renomados sexólogos e autores de “Sexo com Responsabilidade”, afirmam que “a homossexualidade é desvio sexual causado em última análise por distúrbios psicoemocionais. Os fatores que geram a desordem da libido são inúmeros, dentre os quais é possível destacar os seguintes: desajustes familiares; ausência ou deturpação na educação sexual; desajustes psicológicos emocionais e afetivos; influências sociais e de amizades ligadas à prática de diversos desvios e anomalias sexuais; condicionamentos psicológicos ligados a mimetismos de personalidade; desajustes morais ligados à promiscuidade, etc.”
Sem dúvida esse tipo de literatura infantil chegará mais cedo ou mais tarde nas escolas brasileiras como tempestade. No Brasil, o tema gay já é abordado nos programas infantis da TV. Não temos como impedir a exposição das nossas crianças a essa realidade. Mas podemos ter papel mais relevante na formação do caráter dos nossos filhos.
Muitos males que as crianças sofrem tem origem na falta de informação, no descaso e na ausência dos pais na vida delas. O homossexualismo é apenas um deles.
Muitos se preocupam em dar futuro aos filhos, mas poucos os preparam para o futuro.
Para isso os pais precisam dos fundamentos que norteiem a visão correta do mundo e do ser humano.
Jesus usou a ilustração das duas casas. A primeira foi construída sobre a areia. A outra sobre a pedra. A chuva e os fortes ventos assolaram as duas casas. Então, a primeira ruiu e nada sobrou dela. A segunda resistiu. Isso porque fora construída sobre a rocha. Jesus é a rocha segura, o fundamento de todas as coisas visíveis e invisíveis. Jesus não tem a verdade, nem o caminho. Ele é a própria verdade, o caminho e a vida.
A declaração da ministra Ellen Gracie me parece bastante sensata quando diz que a criminalidade não se resolve com mais leis e presídios. As raízes desse grave problema social são bastante profundas.
A lei tem seus limites. Ela só pode punir o crime quando este é consumado. Enquanto ainda está encubado nas intenções do criminoso, não há o que fazer. O governo está tentando fazer sua parte, mas a impressão que dá é que a sociedade caminha sem controle.
Jesus disse que a origem do crime e demais violações está no interior de cada pessoa. E quando essa natureza decaída se manifesta, contamina o homem e, por extensão, toda a sociedade como se fosse epidemia.
Jesus veio ao nosso mundo. Implantou o seu reino. Deixou para nós grande responsabilidade. Influenciar positivamente a sociedade com as boas-novas e o testemunho cristão.
Para isso se torne realidade, temos que ter o que oferecer. Um modo de vida que seja tão marcante que seja imediatamente desejado pelas pessoas que a perceberem em nós.
Esse estilo tem duas marcas inconfundíveis. Primeiro, o amor. O conceito de amor é muito vago hoje. Refiro-me ao amor que Jesus nos mostrou. Em segundo, a santidade. Santidade quer dizer separado. Separado dos valores deste mundo, não do mundo. Não somos ermitãos do terceiro milênio.
Assim, há dois tipos de crimes que afetam a sociedade. Os crimes por comissão e por omissão. Os bandidos que cometem crimes por comissão. Os cristãos podem ser condenados no tribunal de Deus por crimes de omissão. Se ficarmos apenas refletindo os valores mundanos, não podemos ser a luz do mundo. Se ficarmos enclausurados na igreja ou no grupinho, não podemos ser o sal que tempera o mundo.
Qual será a minha, a sua e a nossa contribuição para melhorar a agonizante sociedade brasileira?
Os primeiros cientistas da era moderna (entre eles Copérnico, Galileu, Newton, Faraday e Leonardo da Vinci) criam em Deus. Essa crença os levou a investigar a natureza na certeza de que ela poderia ser pesquisada pelo uso da razão. Acreditavam na uniformidade das causas naturais, pois tudo o que se observa foi feito inteligentemente.
Leonardo da Vinci deu passo além. Compreendeu que a ciência estava, aos poucos, descartando Deus e o homem ocupando o centro, como o ponto de partida para explicar o universo.
Sem Deus, tudo é relativo. Não havendo um referencial mais elevado, tudo é permitido. A moral e a ética passam a ser questão de média estatística.
Mas o ser humano não consegue admitir que é uma máquina ou acidente da natureza, como muitos afirmam. Ele precisa desesperadamente de sentido para viver. Procura por todos os meios, incluindo experiências com drogas e misticismo. O ser humano vive um momento de desespero.
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele é a porta que dá as repostas de que o homem precisa. O que ele fala atende perfeitamente os questionamentos de nossos corações. Ele disse também que quem o procurar, o achará.
Collins afirma na entrevista que o achou aos 27 anos de idade.
Deus disse que "não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea". Depois,
Adão disse: "esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada" Gn2.
O texto bíblico revela que:
O homem e a mulher são a imagem e semelhança de Deus.
A mulher é idônea, ou seja, é adequada, competente e apta em relação ao sexo oposto. Está no mesmo nível.
Os dois são "iguais", mas também são "diferentes". Um complementa o outro.
Deus pretendia certa liderança masculina no sentido de que este exerça o cuidado e a responsabilidade para com a mulher. Ao cair, seu cuidado degenerou-se em prepotência; a responsabilidade, em autoridade.
Estabeleceu-se uma dose de alienação de um para com o outro. Neste início do século XXI,
vemos a mulher mostrando sua competência e o homem sentindo-se acuado.
Jesus deu dignidade à mulher numa época em que sociedade judaica era extremamente machista. Ele veio para libertar a humanidade do pecado e da alienação para com Deus. Quando o relacionamento no plano vertical é reparado, tudo no plano horizontal tende a se estabilizar.(Jan/07)
A Bíblia é muito clara ao afirmar que Deus criou o mundo e tudo o que há nele.
Ele encheu a terra com infinidade de seres vivos. Um mundo fantástico. O clima harmonioso e a fartura de alimentos permitiam a
existência de seres colossais. Foi
nesse ambiente que Deus colocou o homem. Este deveria dominar, subjugar e administrar
a criação. Dar nomes era uma das maneiras de exercer seu poder.
Mas sua queda afetou profundamente sua relação com a natureza. Deus disse: "maldita
é a terra por tua causa" e "ela produzirá cardos e abrolhos". Deus afirma que a terra sofre por causa do
homem; ela se vinga produzindo cardos e abrolhos. Ele passou de tutor a predador da
natureza (Gn 1-3).
Deus foi o primeiro ecologista. Ele incutiu no homem a noção de responsabilidade pelo seu habitat. Seu dominio não deveria
ser predatório, mas zeloso, promovendo um desenvolvimento sustentável.
Só recentemente analistas se conscientizaram da dimensão do impacto negativo que o homem exerce sobre a natureza. Ela está
perdendo a capacidade de revovação. Que resposta dará o mundo diante desse quadro que tende a se agravar nas próximas
décadas?
É triste ver pessoas que se dizem portadores das Boas Novas de Deus se metendo em encrencas financeiras com a justiça. Os primeiros cristãos iam para a cadeia por pregarem a Palavra de Deus. Jesus já advertia aqueles que eram pedras de tropeço aos pequeninos. De acordo com suas palavras, seriam rigorosamente julgados no seu tribunal. Nada há de errado em ser rico, desde que o dinheiro seja usado adequadamente. Mas quando se trata de pastores bispos, o cuidado deve ser redobrado. O padrão de vida dos pastores deve ser compatível ao de seus membros, prevalecendo o bom senso. O bispo deve ser reconhecido pela modéstia, hospitalidade, maturidade espiritual e bom nome na sociedade. O apóstolo Paulo recomenda que o bispo não seja avarento, não cobiçoso, não ganancioso e irrepreensível (I Tm 3). Ao que parece, os Hernandes, apesar de ensinarem a Bíblia, se esqueceram dessas recomendações tão básicas aos que almejam o episcopado.
Aos olhos dos sociólogos a explicação para o fenômenal crescimento dos evangélicos se dá pelas razões acima citadas. Em parte creio que seja isso. Mesmo nos primórdios da Igreja vemos pessoas tentando se agregar aos cristãos por motivações estranhas ao ensino de Cristo. Hoje não é diferente. De acordo com o texto da revista,os pastores atraem mais pelos seus atributos pessoais que pelo exemplo de fidelidade e amor a Jesus. São surfistas, esportistas, consultores, psicólogos de auto-ajuda. Nada de errado nisso. O problema começa quando esses atributos passam a ser referenciais aos incrédulos. Lembremos das atitudes dos nossos primeiros pais da fé. Vejamos Paulo. Paulo, em I Co 2 afirma: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus." Paulo enfatizava o Jesus sobrenatural.Convencia multidões não porque ele era doutor ou famoso. Era ambos. Mas convencia porque viam a presença do Deus vivo nele. Paulo não era "show". Paulo se diminuia para deixar Jesus brilhar.